Bonarda Argentina: a Uva Que o Mundo Quase Perdeu

B o n a r d a A r g e n t i n a : a U v a Q u e o M u n d o Q u a s e P e r d e u

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Quando o assunto é vinho argentino, o Malbec domina a conversa. Mas existe uma uva que cresce silenciosamente nos mesmos vales andinos, que produz garrafas incríveis — e que a maioria das pessoas nunca provou. Estamos falando da Bonarda.

 


De onde vem a Bonarda?

A história começa na Itália. A Bonarda chegou à Argentina no final do século XIX com os imigrantes italianos, vindos do Piemonte e da Lombardia. Ela se adaptou tão bem ao clima seco e à altitude de Mendoza que hoje é a segunda uva tinta mais cultivada do país — atrás apenas do Malbec.

Paradoxalmente, por décadas ela foi usada quase exclusivamente em blends e vinhos de mesa baratos. Os produtores guardavam o protagonismo para o Malbec. A Bonarda ficava em segundo plano — trabalhando duro, sem receber o crédito.

 


O que esperar de um vinho Bonarda argentina?

A Bonarda surpreende quem espera algo parecido com o Malbec. Ela é mais leve no corpo, mais fresca na acidez, e traz uma fruta vibrante — amoras, cerejas escuras, ameixas — com notas florais sutis e um final macio.

Nos exemplares mais elaborados, como o Nicola Bonarda 2021, a uva revela uma profundidade inesperada: taninos sedosos, estrutura elegante e uma complexidade que pede mais de um gole para ser completamente compreendida.

 


Harmonização: com o que combina a Bonarda?

A acidez viva da Bonarda a torna extremamente versátil à mesa. Combinações certeiras: churrasco e costela assada, massas ao molho de tomate, queijos curados como parmesão e tábuas de frios com embutidos.


Por que experimentar agora?

O mercado de vinhos tem valorizado cada vez mais autenticidade e originalidade. A Bonarda entrega exatamente isso: uma uva com história, terroir marcante e um perfil que não se parece com nenhuma outra.

Se você já conhece o Malbec e quer dar o próximo passo na sua jornada pelos vinhos argentinos, a Bonarda é o destino certo.